
Não havia mais estrada a minha frente
por tempos, caminhei por estradas escuras
procurando uma brecha de luz
que me fizesse encontrar o caminho até você
Porem, descobri ao longo desse caminho
que não existe uma rota especifica para te encontrar
procurei por vários mapas uma ilha ou continente como seu nome
onde eu atracaria meu navio e construiria meu lar
Mas, descobri que não posso invadir assim o seu espaço
que não há um lar pra que eu repouse assim tão facilmente
mas eu estou aqui, parado a frente do seu portão
sentado do outro lado da rua, escondido na escuridão
tentando encontrar desesperadamente uma maneira
de ser bem vindo
Mesmo, que eu me torne apenas um vizinho
que todas as manhãs tentará te confortar com um bom dia e um sorriso
Ou quem sabe
te emprestar um pouco de açúcar quando a vida parecer perder o sabor
ou Talvez
eu te ajude a regar aquela pequena muda que você plantou em sua calçada
e vê-la transformar numa bela arvore que no futuro
dará a sombra a pessoa que como eu e você
precisem se esconder num canto escuro
e sentir a brisa para refrescar nossos pensamentos
Descobri a pouco
que o caminho até você é simples
e não está em mapas
e não há um endereço certo
e um caminho reto, sem curvas, fácil de chegar
O difícil, é bater em sua porta e ser bem vindo novamente
o difícil é te encarar depois de dizer adeus sem de fato querer
o difícil é ganhar seu respeito
que na verdade não sei ao certo se já tive
Mas eu estou aqui
sentado na calçado, do outro lado, sozinho na escuridão
tentando encontrar um jeito de deixar de lado a covardia
e tentar ser novamente ao menos um bom vizinho
e do meu entre minhas mãos estão guardados
todos os bom dia, que eu não te desejei
todos os sorrisos que guardei
todo o açúcar que não lhe entreguei
todo o amor, que não pude te doar
sentado aqui sempre estarei
tentando criar coragem de regar aquela muda plantada em sua calçada
e vê-la crescer cheia de glórias
aqui permanecerei sentado...
te esperando, haja o que houver
aqui permanecerei sentado.



